Há algum tempo, fui convidado para montar um programa de desenvolvimento para a BorgWarner, uma indústria líder global em tecnologias avançadas de geração de energia, sistemas de propulsão e engenharia de mobilidade sustentável. O pedido era específico: um programa sobre “mindset”, voltado para líderes da alta e média gerência.
O tema, como todo mundo sabe, está contaminado. A referência automática de qualquer pessoa que ouve esse termo hoje é o livro de Carol Dweck publicado em 2006, com enorme sucesso de público, mas que reduz o conceito a duas crenças básicas sobre a realidade: o mindset de crescimento e o mindset fixo. A dicotomia é elegante, fácil de explicar num slide, e provavelmente foi essa simplicidade que fez a obra conquistar o mundo corporativo inteiro em menos de duas décadas.
Só que o conceito não nasceu ali, nem nasceu tão pequeno.
Conversando com eles, resolvi criar uma abordagem diferente. Em vez de uma simples dicotomia de crenças, por que não discutir um mapa articulado das diferentes possibilidades de perceber, filtrar, analisar, sentir e agir, com o fim de expandir a compreensão dos contextos e dos desafios de liderança que aquela organização enfrentava?